quarta-feira, 30 de novembro de 2016

CIEJA Campo Limpo participa de reunião do Conselho Municipal de Educação

Interessados em saber quais são os pontos relevantes do CIEJA Campo Limpo e os motivos de reconhecimento, o Conselho Municipal de Educação da cidade de São Paulo, convidou a senhora Eda Luiz a apresentar as soluções encontradas em nossa escola para auxiliar futuramente na construção de políticas públicas e a disseminação de suas práticas na rede.






terça-feira, 29 de novembro de 2016

CIEJA Campo Limpo participa do projeto das Escolas Transformadoras

 O CIEJA Campo Limpo participou das atividades do  projeto Escolas Transformadoras no mês de novembro,  conjuntamente com escolas de diversas regiões do Brasil, para afinar ações que garantam a permanência de seus projetos  e a disseminação de suas propostas para o maior número de escolas possíveis.



Escolas Transformadoras é uma iniciativa para identificar, conectar e apoiar escolas com práticas inovadoras na formação de crianças e jovens como transformadores. Somos uma comunidade global que tem por objetivo compartilhar as boas práticas e experiências de cada escola e fortalecer a visão comum de que todos podem transformar o mundo para que essa visão seja o novo marco de referência de educação para a sociedade.  

Iniciada pela Ashoka em 2011, a comunidade conta hoje com mais de 200 escolas em todo mundo. No Brasil esta iniciativa é uma correalização com o Instituto Alana.



 
Este vídeo é sobre a roda de conversa ‘Protagonismo na educação – por uma sociedade de sujeitos transformadores’, uma das atividades do encontro. Organizada pelo Programa Escolas Transformadoras, fez parte do encontro das escolas  a iniciativa é a segunda de uma série de quatro rodas, que acontecerão entre 2016 e 2017. O primeiro encontro, realizado em maio deste ano, debateu a importância da empatia na educação.


FOTOS DO EVENTO 

SITE DO PROJETO  

No Seminário da EJA, alunos e professores do CIEJA Campo Limpo encenam peça de teatro e apresentam coral!!


No último dia 04/11, alunos e professores do CIEJA Campo Limpo apresentam peça de teatro  feita em conjunto problematizando a situação da fome em nosso país, assim como o coral exibe algumas músicas de seu repertório.




 

Presença da turma do curso de Farmácia da FALC (Faculdade da Aldeia de Carapicuíba)

No dia 08/11, tivemos no CIEJA-CL a presença da turma do curso de Farmácia da FALC (Faculdade da Aldeia de Carapicuíba), sob orientação do Prof. Dr. Robson P. da Silva, ofereceram palestras sobre saúde preventiva e realizaram exames de aferição da pressão arterial e nível de glicemia de nossos alunos.
Muito obrigada a todos os participantes!!!

Mapeamento do grupo de jovens


Atividade de avaliação onde os alunos se posicionam sobre sua trajetória escolar, realizada conjuntamente com o grupo de jovens, projeto piloto do CIEJA Campo Limpo no qual quatro professores refletem sobre metodologias variadas de atendimento e adequação da EJA ao público mais novo.




sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Zé da Viola no CIEJA Campo Limpo

Zé da Viola, músico à 35 anos,  morador do Parque Santo Antônio,  fez visita inusitada ao CIEJA Campo Limpo para compartilhar suas músicas, interpretações e carinho da cultura nordestina. Novembro de 2016.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

CIEJA Campo Limpo Ganha Prêmio da Fundação Arymax


Projeto vencedor do CIEJA Campo Limpo ganha R$ 2.000,00 do prêmio "Desafio Arymax de Ativismo Social".
O desafio de ativismo comunitário da ARYMAX convida jovens de Ensino Médio de escolas públicas e privadas para criarem coletivamente projetos que resolvam problemas sociais.
O programa acontece durante o ano todo e oferece mentoria e ferramentas práticas para os jovens descobrirem como criar soluções para resolver problemas sociais. No final, os jovens apresentam os resultados e recebem um prêmio de R$ 2 mil para dar continuidade à ação.
O formato é inspirado no movimento global “Design for Change”, que incentiva crianças e jovens a construírem com o apoio dos educadores, soluções criativas para transformar a realidade.

 

Premiação com vários projetos do CIEJA Campo Limpo e outras instituições

 

Projeto ganhador



 Vídeo da premiação



 Vídeo do projeto ganhador



 O projeto é desenvolvido pela Professora Samara Annanias da Sala de Apoio e Acompanhamento a Inclusão - SAAI, e tem como objetivo confeccionar bonecas através de toda uma sequência didática e colocá-la como possibilidade de renda para os alunos e seus familiares. CIEJA Campo Limpo 2016.

 

CURSINHO POPULAR DO CAPÃO



Indignação que vem de dentro!!!



Texto realizado voluntariamente pela aluna Ivanilde da Silva -  Turma Confiança - Prof. Jeferson - 6° período


                 Moro em um país onde os governantes roubam as terras dos índios, matam e o que sobra eles usam para enfeitar festa e a sociedade bate palmas.

Moro em um pais onde  a mais alta corte rasga a constituição e milhões de pessoas dizem que é para melhor.

Moro em um país onde juiz tem partido e é chamado de herói por um povo analfabeto político, é um absurdo.

Moro em um país onde um candidato falou que o dia que ele carregou um pobre no carro dele, ele vomitou, que ele não tem vocação para Francisco de Assis... e acredite ele foi para o segundo turno e ganhou no fim.

Moro em um país onde técnico de futebol é chamado de professor e professor é chamado de tu... pra mim professor é o óculos da sociedade, que abre nossos horizontes e faz agente ir em frente.

Fico indignada com tudo isso mas eu não me canso de pedir a paz... por que a paz é como uma grande arma humana... enquanto todos estiverem de mãos dadas as armas estarão no chão...

domingo, 6 de novembro de 2016

Projeto ARTE SEM LIMITES


Educação é arte e diversão faz parte.

Com muita alegria e descontração iniciamos mais uma parceria com o Instituto Olga Kos - Arte sem limites - pintura e dança . 



Se não consegue dançar só, a gente dança junto.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Caminhada pela PAZ - Periferia Muda não muda nada!!!

Representantes do CIEJA Campo Limpo engrossaram a 21ª caminhada pela PAZ - Periferia Muda  Não Muda,  no último dia 02/11/2016, partindo de vários locais em direção ao ato ecumênico dentro do cemitério do JD São Luís.

 





Desde 1995, moradores e organizações que atuam no Jardim Ângela promovem no Dia de Finados a Caminhada pela Vida e pela Paz até o Cemitério São Luís, também na Zona Sul para relembrar e denunciar os casos de jovens mortos em decorrência da violência do Estado.
O ato surgiu por iniciativa da Sociedade Santos Mártires em uma época em que essa região foi considerada o “triângulo da morte” de São Paulo pelo alto índice de homicídios. O terceiro maior cemitério da capital paulista era o principal destino das vítimas da violência que marcou o Jardim Ângela, Jardim São Luís e Capão Redondo nos anos 1990.
Com o tema “Periferia muda não muda”, nesta 21ª edição também participam da caminhada o Fórum em Defesa da Vida, o Centro de Direitos Humanos e Educação Popular (Cdhep Campo Limpo), o Comitê Juventude e Resistência, a Ação Cristã para Abolição da Tortura, o MJPOP Sampa Sul, entre outros coletivos e lideranças da região de M’ Boi Mirim e Campo Limpo.

 FONTE


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Ex aluna volta para mostrar a conquista do Ensino Médio


Nossa ex-aluna, Gildete da Silva Malves, 64 anos,  retornou esta semana para contar a novidade, a conquista do Certificado do Ensino Médio.  A referida aluna formou-se em nossa escola no ano passado, prestou ENEM, conseguiu eliminas todas as matérias, exceto Matemática, mas em agosto fez a prova de eliminação de matéria e consquistou o  seu senho, terminar o Ensino Médio. Ao retornar no CIEJA Campo Limpo, Dona Gildete, como todos a conheciam, trouxe uma singela homenagem a nossa comunidade..."Todo meu coração ao CIEJA Campo Limpo, na pessoa de sua Diretora Sra. Eda Luiz, e a todo corpo Docente da escola, pela oportunidade que me deram de estudar aqui, no ano de 2015.  Gratidão". 

Dona Gildete, nós agradecemos a confiança!!!!!









terça-feira, 1 de novembro de 2016

Projeto Mexa-se - Baladas Especiais - pois quem dança seus males espanta,






 Com  muita alegria e descontração , aconteceu no último sábado - 29.10.2016 - mais uma Balada Especial com o tema : Encontro de Gerações.

 

Agradecemos a presença dos amigos , alunos , parceiros e principalmente do grupo de mães  do projeto Crescendo Juntos, pois atravessam a cidade para compartilhar da nossa alegria.

                 https://web.facebook.com/rafamabel/?pnref=story.unseen-section






Paz é a gente que faz.


Faça parte desse movimento você também.

Solidariedade Animal na Escola - Uma proposta de Educação Humanitária




 
 
Vida está organizando mutirões de castração pagos, a 

preços populares, sempre no último domingo de cada mês

 na Escola Estadual Santa Rosa de Lima, bairro Campo 

Limpo, zona sul de São Paulo e no 1º domingo na EMEF Oliveira Vianna - Zona Sul de São Paulo

As inscrições e pagamento podem ser feitos nos locais 

indicados no banner.

Além da castração, oferecemos também vacinas V-8 e V-4 

da Merial a preço popiular, no dia da campanha.

A Castração é um gesto de amor, e a melhor solução para 

diminuir o abandono de animais 

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

A PAZ ESTÁ NO MEIO DE NÓS...

Ações na Rotatória são desenvolvidas e planejadas pelo CIEJA Campo Limpo, desde o ano de 2015, através de reuniões entre os alunos, professores e comunidade como forma de transformar nossa realidade, assim como a capacidade de mudar o ambiente que vivemos, por isso neste ano a escola fez parceria com O Caminho da Paz e a AGSport. 

Com a instalação da palavra PAZ no dia 27/10/2016 a escola reuniu sua comunidade para fazer a manutenção da rotatória  no dia 29/10/2016.                                          

 

 O objetivo do CAMINHO DA PAZ é ser uma CAMPANHA MUNDIAL pela PAZ, mostrando ao mundo o poder de COEXISTÊNCIA do Brasil. A constatação deste dom brasileiro e da nossa responsabilidade de expor e, “exportá-lo” ao mundo ficou mais clara pelo trabalho do renomado acadêmico da Universidade de Harvard, o Professor William Ury, fundador da Ong que promove o CAMINHO DA PAZ. Ao longo dos anos somou 6 milhões de pessoas impactadas pelas palavras. Está aprovado pela Lei da Cidade limpa, é evento estratégico da Cidade de SP, além de ter o apoio da ONU.
Este ano, serão 20 palavras nas ruas, sendo 4 nas comunidades da Cidade de Tiradentes, Capão Redondo, Brasilândia e Paraisópolis, onde desenvolveremos ativações com as lideranças comunitárias voluntarias a fim de gerar identificação e cuidado com o valor que terão em seus bairros. 
Relato da representante do projeto  Débora Goldzveig:
"Tive oportunidade de conhecer de perto o trabalho do Cieja e sei o quanto vocês já ativam esses valores diariamente, em cada um que atravessa a porta desta instituição. Representando a comunidade do Capão Redondo, gostaríamos de colocar a palavra PAZ na Praça que foi restaurada e hoje é um símbolo de alegria para o espaço. A ideia é utilizar riqueza Cultural que vocês já têm disponível como músicos, grafiteiros, dançarinos e fazer uma ativação desta palavra... Queremos mais do que embelezar o espaço, incentivar de fato as pessoas a praticarem a PAZ".

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Inclusão - Envolvendo a família


+ Promover o espaço de diálogo entre escola, família e comunidade, gerando aproximação e colaboração
+ Fortalecer o envolvimento dos familiares na aprendizagem e no desenvolvimento dos estudantes
+ Estimular as famílias e a escola para que se apropriem de atividades, serviços, espaços e pessoas disponíveis na comunidade

CONTEXTO

Os adolescentes estão em pleno processo de desenvolvimento físico, emocional, social, cultural e intelectual. Para que possam ser estimulados e acompanhados em todas essas dimensões é importante que escola, família e comunidade atuem de forma complementar e colaborativa. O espaço escolar também ganha mais sentido quando está conectado com a realidade e os agentes que fazem parte da vida dos estudantes.

PERCURSO

1. A escola convida familiares e representantes da comunidade para um encontro informal sobre temas como políticas públicas, serviços, adolescência, aprendizagem, dificuldades do dia a dia, entre outros assuntos apontados como relevantes ou prioritários pelos próprios convidados. Os participantes são estimulados a ofertar ao grupo algo para comer ou beber.
2. O formato do primeiro encontro pode ser mais intimista, como um café e uma roda de conversa para ajudar a criar confiança e vínculo entre os participantes e facilitar o levantamento das necessidades do grupo.
3. Uma vez mapeadas as demandas, os participantes têm a opção de buscar parcerias na própria comunidade para ajudá-los a aprofundar temas, obter orientações, construir propostas. Os parceiros chamados para participar de encontros pontuais podem estabelecer relações mais próximas e sistemáticas com a escola e as famílias, como no caso das Unidades Básicas de Saúde (UBS), Universidades, Centros Culturais e de defesa de direitos, organizações sociais, entre outros. O grupo também pode envolver profissionais liberais como advogados, jornalistas, dentistas, médicos e sociólogos.
4. Conforme o trabalho for evoluindo, o formato dos encontros pode variar e se transformar em eventos mais abrangentes como feiras, seminários e palestras, desde que mantenham o caráter interativo.

DICA

+ É importante que as famílias sintam que suas dúvidas e desejos são acolhidos e que a escola pode ser um lugar de crescimento pessoal e familiar para todos.
+ Os temas a serem tratados devem partir do interesse e necessidade das famílias, rompendo com a lógica ainda muito comum de trazer os familiares para ouvirem o que a escola tem a dizer.
+ As famílias também devem ser consultadas em relação ao formato dos encontros, para que se sintam acolhidas e estimuladas a participar.

RECURSOS

+ Espaço físico
+ Comidas e bebidas levadas pelos participantes
+ Recursos multimídia ou outros (a depender do objetivo e formato do encontro)
+ Tempo: cada encontro pode ter duração de aproximadamente duas horas e ocorrer semanalmente ou com periodicidade determinada

INSPIRAÇÃO

Prática desenvolvida pelo CIEJA (Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos) Campo Limpo, São Paulo, SP.


Escola de EJA cria espaço de formação e diálogo para estudantes e familiares.


Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) Campo Limpo   é uma das 178 instituições de ensino criativas e inovadoras do Brasil eleitas pelo Ministério da Educação (MEC). Localizada no bairro do Capão Redondo, na zona sul de São Paulo, a escola oferece educação de jovens e adultos (EJA) para cerca de 1.300 estudantes, cuja faixa etária vai dos 15 até os 90 anos. A unidade se destaca por sua gestão democrática e pelo acolhimento às diferenças e aos excluídos: são muitos os adolescentes expulsos de outras escolas, que trabalham para ajudar suas famílias, em regime de liberdade assistida, pessoas com deficiência etc.

No passado, contudo, o CIEJA (anteriormente chamado de Centro Municipal de Ensino Supletivo – CEMES) pouco dialogou com seus alunos e comunidade. Essa realidade começou a mudar com a chegada da diretora Eda Luiz, que realizou diversos esforços para se aproximar desses atores. A equipe coordenadora decidiu escutar os jovens e adultos para entender como eles se relacionavam com a escola e mapeou espaços e pessoas do entorno que poderiam apoiar os educadores na construção um projeto de formação para a autonomia.

projeto político-pedagógico (PPP) foi reformulado em discussões que envolveram estudantes, professores, coordenadores, famílias e demais funcionários. Como muitos estudantes trabalhavam, adotamos um modelo flexível de aulas, no qual eles podem optar por estudar um dia de manhã e outro à noite, por exemplo. Também estabelecemos os valores que devem orientar todas as relações, seja no âmbito do ensino e da aprendizagem, bem como na interação com os colegas. São eles: acolhimento, alegria, amor, bem estar, confiança, cuidado, ensinar e aprender, liberdade, respeito, responsabilidade e solidariedade.
Aproximação com as famílias
Ao trabalhar com os jovens com deficiência intelectual, observei a forma como alguns familiares falavam sobre seus filhos e sobre suas deficiências e, principalmente, o pouco conhecimento que tinham sobre seus direitos enquanto cidadãos. Uma inquietação me rondava: até que ponto a postura inclusiva do CIEJA conflitava com o que as famílias ensinavam dentro de casa? Era preciso conhecê-los fora do contexto escolar, em outros ambientes, saber os locais que frequentavam, o que faziam, do que gostavam, como se relacionavam em outros espaços. Essas informações poderiam nortear o trabalho pedagógico em sala.
Nessa época, como o transporte escolar era destinado somente para crianças, não contávamos com o serviço. Com isso, as mães levavam seus filhos adolescentes e ficavam na escola aguardando o horário de saída (como as aulas tinham duração de 2h30, para elas, era mais vantajoso esperar). Durante a espera, essas mulheres conversavam, riam, se juntavam para fazer a unha, para levar comidas. Mesmo após conseguirmos a perua, elas continuaram a aparecer na unidade para se encontrar.
 
Imaginei que aquele grupo, pela primeira vez na vida, teve que “soltar” seus filhos e encontraram ali um espaço para compartilhar vivências. Conversei com a diretora sobre essa movimentação e sobre minha inquietação e ela me desafiou a realizar um trabalho com os pais. Pouco tempo depois, em março de 2008, o projeto Café Terapêutico   teve início com o objetivo de reunir os estudantes com deficiência e suas famílias para debater a inclusão.
 O Café Terapêutico
O primeiro encontro contou com a participação de 11 pessoas entre pais e responsáveis, alunos com e sem deficiência e funcionários. Não tinha claro como seria o formato do Café, mas sabia que era fundamental que os adolescentes participassem juntos com seus pais, para que aprendessem sobre seus direitos fundamentais de falar, ser ouvido, decidir, escolher, opinar, etc. Todos gostaram da iniciativa e passamos a realizar as reuniões semanalmente.
Comecei a descobrir, aos poucos, como eram aquelas relações familiares. Enquanto eu, em sala de aula, procurava incentivar a autonomia dos estudantes, em casa, eles ouviam coisas como: “deixa que a mãe coloca a comida para você” ou “pode deixar que a mãe te dá banho”. Por isso, traçamos um formato de trabalho que poderia ser desenvolvido junto ao grupo e que propiciasse a criação de vínculos afetivos. Era fundamental que os pais se conhecessem, formassem uma rede de solidariedade e amizade e, principalmente, descobrissem os potenciais de seus filhos.
Nossos objetivos foram surgindo ao longo dos encontros e hoje são:
Propagar a troca onde as diferenças em virtude das deficiências sejam minimizadas e esclarecidas;

Difundir a rede solidária entre pais, filhos, amigos e profissionais;
Propiciar discussão e reflexão de temas sobre cidadania, identidade, solidariedade, saúde, afetividade, educação inclusiva, escola de todos e para todos;
Discutir a relação entre diferenças x deficiências para quebra de preconceitos;

Divulgar e esclarecer os processos de aprendizagem e práticas educativas do CIEJA Campo Limpo;

Multiplicar formação e circulação de informações.
 Estratégias e parcerias
As ações sempre foram pensadas para que os participantes falassem sobre suas angústias, conquistas, anseios e contribuíssem com suas histórias de vida para que os outros responsáveis também pudessem se mobilizar na busca por soluções para seus problemas cotidianos. A utilização de pequenos textos para sensibilização e discussão, apresentação de slides com textos e imagens, pequenos vídeos, fotografias e dinâmicas são valiosos instrumentos utilizados nos encontros que, agora, acontecem quinzenalmente. As reuniões têm sempre um tema, apresentado junto a uma imagem, para facilitar o entendimento dos jovens com deficiência intelectual. Temos o cuidado de fazer a audiodescrição de tudo o que mostramos.
Além dos encontros, realizamos outras atividades, como:
• Café Musical: análise de letras de músicas dentro de um contexto que seja pertinente à realidade do grupo e que possa contribuir para a sensibilização;
• Café Sarau: pais e filhos preparam apresentações de música, leitura de textos, poesias, apresentações de danças etc, para os outros participantes;
• Café Terapêutico Solidário Animal: onde fizemos a multiplicação da formação recebida sobre posse responsável e proteção animal;
• Cine Café Terapêutico: sessões de filmes que tratam de questões de inclusão, deficiências,direitos humanos etc.
• Encontros de aniversário: realizado anualmente no Teatro Oscarito, localizado no CEU Casa Blanca, próximo à escola.
Usamos diferentes mecanismos para que todos sejam informados sobre as reuniões: entregamos bilhetes para os estudantes com deficiência, fixamos folders nos murais de aviso do CIEJA e divulgamos todas as iniciativas nos blogs do Café Terapêutico   e do CIEJA Campo Limpo 
Com o tempo, muitos temas de discussão foram surgindo e passei a ir atrás de parceiros para mediar as conversas. Já trouxemos médicos, dentistas, comerciantes do bairro, representantes de instituições, políticos. Toda pessoa ou organização que faz uma palestra em nosso espaço se torna uma parceira.
 Avaliação
Contamos com registros escritos e relatos audiovisuais nos quais os participantes falam da importância de participar do grupo. Os pais se sentem muito satisfeitos em ouvir seus filhos – cada um a seu modo – se colocando frente às questões trazidas nos encontros, o que gera momentos de muita emoção. Possibilitar que os estudantes deficiência sejam respeitados e tratados como jovens e adultos, e não como crianças, é valorizar a eficiência do ser humano.
Os trabalhos do Café Terapêutico são amplamente divulgados com a intenção de que escolas e outras instituições que trabalham com pessoas com deficiência também desenvolvam esse olhar diferenciado para as famílias. Hoje, as reuniões, que inicialmente foram planejadas para as famílias dos alunos com deficiência do CIEJA, são abertas para todas as pessoas que tenham interesse em discutir temas fundamentais para a construção de uma inclusão efetiva em todos os espaços da sociedade.
 Reconhecimento
Ao longo de um percurso trilhado com muito amor e dedicação, colecionamos algumas premiações municipais, estaduais e nacionais, dentre elas:
Prêmio Construindo a Nação do Instituto da Cidadania Brasil - 2º lugar no estado de São Paulo em 2012 e 2013;

Prêmio Paulo Freire de Qualidade do Ensino Municipal da Prefeitura de São Paulo - Menção Honrosa em 2013;
Professor Destaque – 2014 – DRE Campo Limpo – categoria Educação de Jovens e Adultos

Prêmio Educação em Direitos Humanos na cidade de São Paulo - 1º lugar na categoria “Professor” em 2014;
Prêmio Darcy Ribeiro de Educação  Comissão de Educação da Câmara dos Deputados  Menção Honrosa em 2015.