terça-feira, 20 de agosto de 2013

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Evento no MASP

"Inquietações - inovações Sociais - 
O coletivo em busca de uma nova cara".

Professor Billy, Êda Luiz, André Gravatá e Mara Mourão



terça-feira, 13 de agosto de 2013

Brasileiros fazem volta ao mundo para conhecer escolas de 9 países

10/08/2013 07h00 - Atualizado em 10/08/2013 07h00

 O grupo conheceu escolas do Brasil, Índia, Indonésia e Suécia, entre outros. 


Resultado do projeto será publicado em livro a ser lançado em outubro.

Vanessa FajardoDo G1, em São Paulo
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Escola da Índia, Riverside (Foto: Divulgação)Crianças senadas ouvem a professora em escola Riverside da Índia (Foto: Divulgação)
A viagem de quatro brasileiros em centros de aprendizagem de nove países rendeu o livro “Volta ao mundo em 13 escolas.” A publicação de 260 páginas será lançada em outubro e distribuída para colaboradores, professores e estudantes de pedagogia, com o objetivo de “alargar horizontes”, como define o jornalista André Gravatá, de 23 anos, o caçula do grupo, usando uma expressão do escritor Manoel de Barros. Uma versão gratuita será disponibilizada na internet.
Para seguir na jornada que durou um ano – de junho de 2012 a junho de 2013 – a empresária Carla Mayumi, de 43 anos, a psicóloga Camila Piza, de 32, o pesquisador Eduardo Shimahara, de 40, além de Gravatá, fizeram uma ampla pesquisa com educadores. A ideia era pinçar experiências inovadoras em escolas pelo mundo. Na verdade, o quarteto não optou exatamente por escolas no modelo convencional, e sim, centros de aprendizagem públicos ou particulares que atendessem alunos desde educação básica e ensino superior, até atividades no contraturno escolar. O critério foi a diversidade.
Não queríamos mostrar experiências de uma escola só por causa do resultado de uma avaliação, por exemplo. A educação pode ser transformada com a diversidade. Estamos em 2013 não é possível chegarmos a um modelo único de educação"
André Gravatá, jornalista, de 23 anos
Os quatro se dividiram nas visitas pela Argentina, Estados Unidos, África do Sul, Suécia, Inglaterra, Espanha, Indonésia eÍndia. No Brasil, foram escolhidos três exemplos em São Paulo e um em Minas Gerais. Em São Paulo estão o projeto de educação para jovens e adultos da Prefeitura de São Paulo, o Cieja Campo Limpo; a escola da rede municipal Desembargador Amorim Lima; e a escola Politeia, da rede particular de ensino. De Minas Gerais, foi contada a experiência do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD) que atende estudantes no contraturno escolar.
O Cieja Campo Limpo atende cerca de 1.500 alunos de todas as idades – há até idosos. As aulas mesclam disciplinas, sempre com dois professores em sala - matemática se mistura com artes, e geografia com história. Os alunos não são divididos por séries, mas sim, em quatro módulos que correspondem ao ensino fundamental completo.
A essência do CPCD nasceu quando o educador Tião Rocha, segundo Gravatá, perguntou à comunidade: “é possível fazer educação sem escola?” “A partir daí, surgiram diversos projetos educativos. Há um projeto que incentiva comunidades inteiras a perceberem que todos são educadores, realizando mutirões que transformam a casa das pessoas por meio da pintura das cisternas, instalação de banheiros secos e até da plantação de frutas e legumes com uma técnica sustentável, sem o uso de agrotóxicos.”
Amorim Lima, em São Paulo  (Foto: Divulgação)Escola Municipal Amorim Lima, em São Paulo
(Foto: Divulgação)
A escola municipal Desembargador Amorim Lima criou um processo de estudos centrado em grupos e na autonomia individual. Os alunos passam a maior parte do tempo em amplos salões, onde exploram os temas de "roteiros de aprendizagem" - a escolha dos assuntos do roteiro que serão estudados é do próprio aluno. Na Politeia, os alunos também trabalham por meio de projetos, a partir de temas que os interessam. As assembleias representam outro elemento essencial da escola, possibilitam que as regras sejam construídas coletivamente.
Games, pizza e cacau
Fora do país, o grupo passou por desde escolas em Nova York que usam games para ensinar, a 'Quest to Learn'; por colégios na Suécia que oferecem um computador de última geração para cada aluno, o 'YIP', até escolas na Argentina que substituem as reuniões de pais por um mutirão para montar pizzas que depois são vendidas para arrecadar dinheiro para a escola, como as 'Escuelas Experimentales.'
“Não queríamos mostrar experiências de uma escola só por causa do resultado de uma avaliação, por exemplo. A educação pode ser transformada com a diversidade. Estamos em 2013 não é possível chegarmos a um modelo único de educação”, diz Gravatá.
As escolas [da Índia e Indonésia] são particulares, mas não têm grandes recursos, só aplicam metodologias diferentes. É o conceito da microrevolução, do ‘eu vou fazer minha parte.’ O professor insatisfeito buscar uma prática diferente, é possível, através das pequenas práticas, mudar muita coisa"
Carla Mayumi, empresária, de 43 anos
Na África do Sul, os brasileiros viram uma escola que oferece cursos de mestrado e doutorado ligados à sustentabilidade, a 'Sustainability Institute'. Na Espanha, a experiência foi com empreendedorismo da 'Team Academy'. No curso, de ensino superior, os alunos trabalham com clientes reais, têm de abrir uma empresa na primeira semana de aula, e há uma rotatividade de funções nos grupos.
Riverside School, da Índia, as crianças aprendem por temas. Quando a instituição recebeu a visita dos brasileiros, o tema da lição era o cacau. Os alunos aprenderam a fazer chocolate, durante a receita cada um teve de incluir um ingrediente que tivesse relação com a sua personalidade, depois aprenderam a história do doce e organizariam uma feira para vender o produto na comunidade. “O dinheiro da venda seria investido em uma ONG. Os alunos da Riverside iriam visitar essa instituição depois. É uma forma de conexão com a realidade”, afirma Gravatá.
Na Indonésia, a experiência foi com a Green School que recebe alunos do ensino fundamental e médio com uma das missões de trabalhar o lado sensorial das crianças. “O professor disse que o grande objetivo dele era de que os alunos olhassem para a natureza e dissessem ‘uau’. A abordagem da escola tenta mostrar o encantamento que está no mundo”, diz Gravatá.
Escola Indonésia, Green School (Foto: Divulgação)Escola Indonésia, Green School (Foto: Divulgação)
‘Aproveitar o mundo lá fora’
A empresária Carla Mayumi esteve na Índia e na Indonésia. Carla trabalha com pesquisas é mãe de dois filhos – um de 19 e outra de 4 – e entrou no projeto porque queria entender sistemas de educação que dão certo e “sair da zona de conforto e aceita que não se confia mais em determinado modelo”. “Como lidar e falar com as crianças, a abordagem para ensinar foi uma lição em si. O que eu vi foram crianças felizes de estar na escola, tinham brilho no olho.”
Carla diz que as duas escolas aproveitam o “mundo lá fora” no ensino. “Há uma coisa forte para o olhar humano, interpessoal. Na Green School, os alunos foram conhecer o ambiente rural, o agricultor que plantasse algo que fica próximo à escola. Também convidavam as pessoas para ir à escola, não como um exemplo, mas para fazer com que vire uma relação mais cotidiana com o aprendizado.”
Os professores da Riverside, segundo a brasileira, vão até a casa dos alunos conversam com os pais. “Os pais adoravam porque quebra uma hierarquia, uma barreira que há com a escola. As escolas são particulares, mas não têm grandes recursos, só aplicam metodologias diferentes. É o conceito da microrevolução, do ‘eu vou fazer minha parte.’ O professor insatisfeito buscar uma prática diferente, é possível, através das pequenas práticas, mudar muita coisa.”
Financiamento
Para financiar a empreitada, o grupo participou de um crowdfunding (campanha na internet), onde conseguiu o montante de R$ 56 mil reais, com doações de 566 pessoas. A Fundação Telefonica também patrocina o projeto que não tem fins lucrativos.
“Vai ser um livro para pais inquietos, jovens curiosos e educadores empreendedores. É possível fazer uma educação diferente e ser inspirados por pessoas comprometidas. Vimos muita gente apaixonada, que trabalha com brilho nos olhos”, afirma Gravatá.
A proposta do livro não é de trazer modelos para que o Brasil copie, e sim, se inspire. O grupo também teve a preocupação de relatar os problemas das escolas. “Não queremos mostrar os 13 paraísos na terra, falamos das imperfeições também. Os erros são assumidos como parte do processo.”


CPCD de Minas Gerais (Foto: Divulgação)
Alunos reunidos para aula na escola do CPCD de Minas Gerais (Foto: Divulgação)

sábado, 10 de agosto de 2013

Parceria e família

Elas por elas - parte II - com Antonia Yamashita e família

Vídeo com fotos dos momentos emocionantes do nosso 

11º Café Terapêutico Solidário de 2013

 Elas por elas...Minhas histórias e meus caminhos até aqui


Inclusão é...

Ação, mudança e transformação.

É apurar seu olhar para modificar.

É aceitar o outro e juntos buscar melhorias.

É ter amigos, parceiros e companheiros.

É fazer, acertar, errar, corrigir, mas nunca desistir.

É perder algumas guerras mas nunca sair da batalha.

É criar, inovar, dividir e multiplicar.

Falar, gritar, reclamar, exigir e principalmente agir.

Estar pronto nunca.

Estar disposto, sempre.

Juntar as partes para criar o todo.

Escola vazia é tédio, é prédio.

Escola cheia é vida, é alegria .

Escola , família x parceria,

É pura alegria.


Professor Billy

10.08.13






Léo Áquilla no CIEJA Campo Limpo


CIEJA Campo Limpo, lugar onde a diversidade 
é respeitada e valorizada.



quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Deficientes fazem protesto na porta da Prefeitura de São Paulo

07/08/2013 - 15h37
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COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Ouvir o texto
País em protestoCerca de 200 pessoas, segundo a Polícia Militar, participam de um protesto nesta quarta-feira (7) na porta da Prefeitura de São Paulo, no viaduto do Chá (região central da cidade), para exigir os direitos das pessoas com deficiências.
Além deles, familiares e amigos também participam da manifestação. Uma comissão vai se reunir ainda na tarde de hoje com a secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti.
De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), o ato não prejudica o trânsito na região. Os organizadores esperam reunir cerca de mil pessoas e planejam fazer uma passeata na região.
Com um carro de som, os manifestantes reclamam da falta de acessibilidade na cidade. Antes, eles chegaram a gritar palavras de ordem contra o poder público.
"Queremos estabelecer um diálogo com a prefeitura, hoje é só o começo da luta", disse Carlos Ferrari, presidente da Avape (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência).

Danilo Verpa/Folhapress


Curso : A inclusão Profissional da Pessoa com Deficiência Intelectual



Inscrições:



terça-feira, 6 de agosto de 2013

Manifesto Paulista pelos Direitos das Pessoas com Deficiência




PARA AS RUAS POR DIREITOS
MANIFESTO PAULISTA PELOS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

A conquista dos direitos das pessoas com deficiência sempre foi marcada pela luta e por fortes mobilizações. Foi assim que, dentre outras vitórias, conseguimos assegurar na Constituição Cidadã de 1988, o BPC - Benefício de Prestação Continuada, a popular “LOAS” – Lei Orgânica de Assistência Social e, anos depois, as famosas cotas para inclusão no mercado de trabalho por meio da Lei Orgânica da Previdência Social, n.º 8213/91.

Duas décadas depois, nos encontramos diante da urgência histórica de nos fazer ouvir. Por meio desse manifesto, nós, pessoas com deficiência, familiares, amigos, entidades e demais atores da sociedade civil organizada, viemos a público solicitar aos membros dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e instâncias de controle social, que nos ouçam e nos apoiem para continuar avançando e para que tenhamos, de fato, inclusão social à altura de nossos tempos. Os avanços estabelecidos junto a Organização das Nações Unidas, na elaboração da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, marcam um cenário nacional e internacional que reúnem o compromisso na redução das desigualdades, e no exercício da promoção da igualdade plena e efetiva dos direitos humanos dessa população.

Destacamos cinco reinvindicações que nos unem e, mais do que isto, que se não atendidas de imediato, poderão caracterizar grandes retrocessos no acesso aos direitos sociais:


1. Acesso à educação


Está em curso no poder Legislativo Federal a aprovação do novo Plano Nacional de Educação. É fundamental assegurarmos neste documento o direito à educação de qualidade, seja por meio da Educação Inclusiva ou da Educação Especial, respeitando as escolhas de famílias e usuários na possibilidade do ensino que melhor atenda suas necessidades como cidadãos de direito. Também precisa ficar claro o direito ao aprendizado de Libras (Língua Brasileira de Sinais) e de braille com todos os suportes necessários a um currículo e a um ambiente escolar acessíveis.

2. Protagonismo no SUAS - Sistema Único de 


Assistência Social

Historicamente nossas entidades estiveram nos Conselhos e Conferências de Assistência Social, trabalhando para romper com a lógica do assistencialismo nas ofertas de atendimento; pela defesa e garantia de direitos; pelo assessoramento no âmbito da política pública de Assistência Social. Agora, que podemos comemorar avanços concretos, vemos em muitos municípios o SUAS nos fechar as portas, por meio de Conselhos municipais que, com postura cartorial e leitura minimalista, não conseguem enxergar nosso trabalho como sendo estratégico para assegurar às pessoas com deficiência a acolhida, convivência, autonomia e protagonismo. Enfim, promovendo ações de superação das situações violadoras de direitos e de vulnerabilidade social.


3. Acesso ao mundo do trabalho


Do universo de trabalhadores com deficiência atualmente em condições de atuar no mundo do trabalho, apenas 1,6% se encontram no mercado formal. O descumprimento recorrente da Lei de Cotas e a demora do Estado brasileiro em reconhecer nossas organizações como sendo aptas para preparar para o mundo do trabalho, por meio da regulamentação da lei do Pronatec - Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, faz com que nossa expertise acumulada ao longo dos anos, seja desvalorizada e subutilizada. O descumprimento da ‘Lei de Cotas’ é recorrente e a velha desculpa de que não há capacitação é repetidamente utilizada, deixando de lado todo o potencial de trabalho que pode ser desenvolvido.

4. Acesso à mobilidade urbana


Queremos ter acesso ao transporte público, calçadas transitáveis, semáforos com sinalização sonora, pisos táteis, enfim, estratégias de acessibilidade que nos assegurem o direito fundamental de ir e vir. Tudo isso precisa chegar à periferia, não dá para ficar apenas no discurso, ou pior, tornando acessível um ponto ou outro e criando uma ilusão de que a cidade está sendo pensada para todos.

5. Acesso às tecnologias assistivas, das mais simples às mais sofisticadas
Não dá mais para aceitar o discurso de que não se tem porque é caro. Nossos direitos estão assegurados por Lei, por isso, reclamamos órteses, próteses, ajudas técnicas como leitores de tela, smartphone com acessibilidade, livros em formato acessível, adaptação de materiais escolares, recursos de comunicação alternativa, dentre outras opções que já existem, mas, infelizmente, para pessoas com deficiência do Brasil, se apresentam como elementos de um filme de ficção científica. A ideia de que se deve disponibilizar não o melhor, mas o mais barato, tem feito o Estado brasileiro gastar fortunas com ajudas técnicas que pouco nos ajudam.


Essa luta não é apenas do segmento das pessoas com deficiência, mas de todos os brasileiros que acreditam que esse deve ser, de verdade, um país para todos.

Junte-se a nós na manifestação que vai ocorrer dia 7 de agosto, às 14h, no Viaduto do Chá, número 15, em frente à Prefeitura de São Paulo. 

Entre em nossa página e fique por dentro da organização deste movimento pelowww.facebook.com/movimentopcd


APAE DE SÃO PAULO
Avape - Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência
Fundação Dorina Nowill para Cegos
Laramara – Associção Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual
Nurap - O Núcleo de Aprendizagem Profissional
ONCB - Organização Nacional dos Cegos do Brasil

Você conhece?

 

Castrar é um ato de amor e carinho pelo seu amigo de estimação




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