segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Convite de uma mãe muito especial

Sexualidade da pessoa com deficiência intelectual : Mitos e reflexões

Este será o tema do nosso último Café Terapêutico Solidário de 2011 .


Gostaríamos de poder contar com sua colaboração doando papel higiênico para a
ASSOCIAÇÃO  RESPLENDOR que atende pessoas com HIV .


Encerraremos os encontros do Café Terapêutico antecipadamente este ano por dois motivos :

1 - Estamos participando do


e necessitamos organizar a documentação e escrever o projeto para a equipe de avaliação .

2 - Iniciaremos os trabalhos com o Grupo Officina de Arttes que estará preparando o musical "Gente de Jesus" para ser apresentado no 4º Aniversário do Café Terapêutico em abril de 2012 .


No mês de dezembro marcaremos mais um encontro para confraternização .

Laços de sangue


Encontro em busca da sociedade do bem viver .




Laços Ecológicos



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A arte de fazer arte


Grupo de funcionários e amigos do CIEJA
finalizando 
preparativos para o Seminário .




Nosso amigo e parceiro Buiú fazendo mais uma arte .



quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Esporte é saúde .

Curso Optativo: Iniciação Esportiva, Atualização Técnico – Pedagógico, Olimpíadas Estudantis 2011

Professores interessados  acessem o link:

“REDE DE AÇÃO NA DESCONSTRUÇÃO DO PRECONCEITO E CONSTRUÇÃO DE NOVAS IMAGENS”




SEMINÁRIO 2011

16 DE SETEMBRO

LOCAL: CEU FEITIÇO DA VILA

Rua Feitiço da Vila, 399 – Chácara Santa Maria


HORÁRIO: das 8h às 22h

PALESTRAS

08h30 às 10h

RELIGIOSIDADE E ASPECTOS DA CULTURA INDÍGENA

Saloma Salomão
 Awa Kuaray Werá (Gilberto Silva dos Santos)


14h30 às 16h

HISTÓRIA E CULTURA AFRICANA NA SALA DE AULA E ASPECTOS DA CULTURA INDÍGENA

Billy Malachias 
 Awa Kuaray Werá (Gilberto Silva dos Santos)


20h15 às 21h45

O OLHAR SOBRE OS ÍNDIGENAS BRASILEIROS E RELIGIOSIDADE AFRICANA

Deborah Ribeiro do Valle  
 Paula Bittencourt

Parceria com NASF e PSF

 




 
Na tarde de  13.09.11 recebemos o grupo de profissionais
da área da saúde :

NASF - Núcleo de apoio à saúde da família e
PSF - PPrograma Saúde da Família

Foram realizadas 2 palestras :

Dr. Sérgio - odontologista e
Elaine Costa - nutricionista

 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
Aula 1: As múltiplas faces da inclusão social e o princípio da diversidade



Aula 2: Noções básicas do que é inclusão social em seus aspectos educacionais

- Grupo de Discussão



Aula 3: Aspectos filosóficos e a históricos: entre a exclusão e a inclusão da pessoa com deficiência



Aula 4: Aspectos Psico-sociais e familiares no âmbito da inclusão

- Grupo de Discussão



Aula 5: A filosofia da diferença e a ética dos afetos



Aula 6: Construção compartilhada de práticas inclusivas

- Grupo de Discussão



Aula 7: Inclusão Social e Educação Democrática: novos olhares sobre o que é ser igual e diferente na sociedade contemporânea



Aula 8: A proposta da inclusão em debate: quem, como e onde incluir?

- Grupo de Discussão
 
 
Docente : Guga Dorea - Sociólogo, jornalista e educador .

PROJETO EJA/SME - SÃO PAULO.


Datas: 17 e 24 de Setembro; 01 e 15 de Outubro;
05 e 12 de Novembro.

Inscrições abertas a partir do dia 12/09 às 8 horas e terminam dia 16/09 às 13 horas.


Campus Liberdade Inscreva-se!

Artes (Turma 1)

Ciências (Turma 1)

Geografia (Turma 1)

História (Turma 1)

Inglês (Turma 1)

Língua Portuguesa (Turma 1)

Matemática (Turma 1)


LINK PARA INSCRIÇÃO :


 

domingo, 11 de setembro de 2011

Aos 64 anos, Marinalva volta à sala de aula para terminar o que mal tinha começado



Geografia, história e matemática são as matérias preferidas de Marinalva.

De segunda à sexta-feira, às 10h da manhã, dona Marinalva já está dentro da sala de aula, quando começa seus estudos no Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (Cieja). Ela está se alfabetizando desde 2008 na unidade Campo Limpo, localizada no bairro paulistano do Capão Redondo.
Aos 64 anos, dona Marinalva está no módulo 2 – correspondente aos 3º, 4º e 5º anos do ensino fundamental. Apesar de ainda não estar formada, o aprendizado já trouxe alegria para sua vida. “Sinto muita felicidade em pegar os livros e saber ler. Adoro geografia e história”, conta sorrindo.

Dona Marinalva revela que é curiosa para descobrir os acontecimentos do passado, “do tempo da escravidão, quando os europeus chegaram no Brasil. Gosto de saber histórias antigas. Vou aprendendo aos pouquinhos”, completa, agora já dando risadas.

Compenetrada, os olhinhos dela estão sempre atentos para a professora Fernanda ou para a lousa. Marinalva participa da aula, acha graça das brincadeiras dos colegas, olha para o caderno da amiga ao lado para tentar ajudá-la na leitura de uma frase. Assim, a aula passa até às 12h15, hora de ir embora.
Na segunda-feira (5/8), dona Marinalva trouxe uma frase que “achou bonitinha”, para a professora compartilhar com a sala.

“Se o tempo é problema, eu não sou solução. Sou somente o que sei através da emoção”. Ela retirou o fragmento do livro que está lendo. Qual é a obra, dona Marinalva? “Ai, agora esqueci, mas vou trazer amanhã. Tenho que fazer um resumo para entregar. A professora está cobrando”, confessa.

Para esta quinta-feira (8/9), data em que é comemorado o Dia Internacional da Alfabetização, dona Marinalva já tem lição de casa: uma pesquisa da biografia de personalidades como Leonardo da Vinci e Mário Quintana.

A roça veio na frente
Dona Marinalva Oliveira Pereira vive em São Paulo (SP) há 38 anos. Ela nasceu em Iramaia (BA), município com quase 18 mil habitantes próximo à Feira de Santana. Cresceu na roça. Desde os oito anos cultivava a terra, plantava e colhia. Feijão, milho, mandioca, mamona, abóbora, melancia e outros.

“A terra não era nossa, mas o fazendeiro deixava a gente trabalhar nela para o nosso sustento.”
Nessa época, a mãe de Marinalva até mandava as crianças para a escola, mas apenas até abril. Quando chegava maio, a terra estava boa para plantar e, depois, colher. “Então ela tirava todo mundo do estudo.

Como a gente ia aprender assim? Quando eu tava tentando querer saber de algo, tinha que ir todo mundo para a roça e deixava livro e caderno para lá”, lembra.

“Se a gente não fosse ajudar os pais, sozinhos eles não conseguiam trazer o alimento para nossa casa e nem vendê-lo, para comprar roupa ou sapato”. Foi assim até os 15 anos de Marinalva. “E a escola ficava lá”.




Aprendizado de fachada
Nessa idade, não houve como escapar. Dona Marinalva foi obrigada a frequentar o Mobral [o Movimento Brasileiro de Alfabetização, um projeto do governo federal, instituído em dezembro de 1967, que propunha a alfabetização funcional de jovens e adultos].

Com a ampliação do direito ao voto, a “ordem que veio da escola era de que todo mundo tinha que aprender para votar”, conta. “Mas aquilo foi só até conseguir fazer o nome à mão e o nome do lugar onde nasceu, apenas para tirar o título. Continuavam todos ali com uma leitura muito atrasadinha”, analisa agora.

O tempo foi passando e aos 19 anos Marinalva casou. “Pronto, naquele momento, acabou a possibilidade de me formar. Você tem a casa e começam a nascer os filhos. Tinha um marido trabalhador, mas que bebia muito. Foi difícil durante muito tempo.”


Dona Marinalva se prepara para começar mais um dia de estudos.

Hoje, após três anos no Cieja, ela sabe escrever bem mais do que o nome. Consegue mandar uma cartinha para a família no Nordeste sem grandes dificuldades: “já sei fazer muita coisa. Pode até sair uma ou outra palavra errada, mas é possível entender”.

Apesar disso, ela revela que a matéria de que menos gosta é língua portuguesa justamente por causa da escrita. A leitura até acha mais fácil. “Mas quando eu aprender mais, vou passar a gostar”. Foi assim com a matemática, que Marinalva nem pensava que pudesse achar interessante aprender. “Também é uma das minhas matérias preferidas. Já faço minhas contas e mostro para minhas filhas verem se está certo”, conta orgulhosa.

Oportunidades passadas
Dona Marinalva ficou grávida dez vezes, sendo uma delas de gêmeos. No entanto, criou apenas sete filhos. As outras crianças acabaram falecendo. Já tinham nascido três, quando ela veio para São Paulo procurar emprego, após o fazendeiro vender as terras onde trabalhava com a família.

“Mas, arrumar emprego de quê?”, ela analisa hoje. “Só poderia ser em serviço pesado, porque eu não tinha estudo, nem meu marido”. Então, Marinalva foi contratada pelo Hospital Nove de Julho, localizado próximo à Avenida Paulista, para cuidar dos serviços gerais.

Viveram de aluguel um ano e depois não puderam mais pagar. O jeito foi ocupar um terreno da prefeitura, sem esgoto na época, e montar um barraco de tábua. Dona Marinalva mora no mesmo local, no bairro Piraporinha, próximo a Santo Amaro, na zona sul da capital paulista. Mas, o lugar evoluiu. Hoje, ela tem um sobrado de três andares, já regularizado.

Marinalva trabalhou durante 28 anos no hospital e resolveu se aposentar por tempo de serviço. “Perdi todas as oportunidades ali. Se naquele tempo eu soubesse o pouquinho que eu sei agora, tinha feito o curso para ser atendente ou trabalhar na copa, porque para ser copeira precisa saber ler e escrever também. Se eu tivesse estudado, saia de lá como uma supervisora”, fala com firmeza.

Mas, o que ela gostaria mesmo de ter feito é enfermagem. Incentivou suas três meninas a investirem no curso. “Ah, eu teria estudado isso sim”, diz empolgada.


Ela e os colegas fazem atividade fora da sala: copiar frases espalhadas pelo Cieja.

A volta à sala de aula
Em casa há um ano, após se aposentar, as pernas começaram a inchar. Ficava muito tempo sentada no sofá. Ela passou a procurar uma motivação para sair. Foi quando comentou com uma colega que tinha muita vontade de estudar, quem lhe contou que o marido estava se formando no Cieja Campo Limpo.

“Tinha que colocar minha cabeça para funcionar."

Já sentia que estava com sintomas de depressão. Minhas filhas falavam que eu não parecia a mesma pessoa”. Assim, começou e pretende ficar até garantir o diploma do ensino médio. “Estou aqui para acabar de realizar uma vontade. Pensava: como é lindo você chegar em um lugar e saber ler.”

Todos os sete filhos – hoje, entre 29 e 44 anos – concluíram o ensino médio. A maioria é formada em cursos tecnológicos e uma das meninas fez faculdade. Com os filhos “encaminhados”, inclusive quase todos casados, ela fica mais tranquila em prosseguir estudando.

Exemplo para a juventude
O ano que vem a senhora Marinalva já vai para o módulo 3. Quando terminar, ganhará o diploma da 8ª série. Ela diz já ter planos para depois que tiver o ensino básico completo: quer continuar a estudar. Vai procurar cursos.

“Às vezes vejo alguns jovens tão desanimados. Penso ‘como pode?’. Se conseguíssemos saber o que vai acontecer daqui 40 anos na vida da gente e, então, aproveitar para estudar e estudar, seria tão bom”.

Cerca de 40% dos jovens abandonam a última etapa da educação básica por desinteresse, de acordo com pesquisas. “Estão perdendo uma riqueza tão grande na vida deles”, pontua ela.


“Sinto muita felicidade em pegar os livros e saber ler”.
Dona Marinalva tem oito netinhos e agradece a Deus por estarem estudando. Um dos quatro meninos já até se formou no ensino médio.

“Quanto mais eles se esforçarem, mais vão conseguir um caminho na vida para não sofrerem tanto.”

E lá vai ela
Vergonha de voltar a estudar já com idade avançada? “Eu não. Aqui é cheio de pessoas como eu. Falo em todo o lugar que eu estudo. Tem gente que fica impressionada. Não tive condições e hoje recebo os parabéns por isso”, responde com convicção.

“Sabe o que eu quero? Pegar meu cartão, tirar meu dinheiro, saber o que eu to fazendo. Isso é bonito! Sem ficar atrás dos meus filhos para pegar meu pagamento ou pedir à eles para depositarem algo no banco”, diz Marinalva. E lá vai ela, rumo ao módulo 3.

Fonte :

http://portal.aprendiz.uol.com.br/2011/09/08/aos-64-anos-marinalva-volta-a-sala-de-aula-para-terminar-o-que-mal-tinha-comecado/
 

 

Você foi ???

REVISTA INCLUIR


AO ALCANCE DE TODOS
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Taboão da Serra sedia evento de educação inclusiva


No sábado, 13/8, a Revista Incluir participou do primeiro
Unidiversidades, que ocorreu na praça Luiz Gonzaga, em Taboão da Serra,
cidade da grande São Paulo. Organizado pela pedagoga e assessora
multidisciplinar em Educação e Saúde, Fátima Rocha, o evento começou com a
apresentação da fanfarra do Centro de Reabilitação Social
“Renato Phillipe Hanai Mendes” e seguiu com o grupo de capoeira
“Arte Cadência”, em que duas crianças com a síndrome de Down
mostraram, espontaneamente, o que sabem.
Durante o transcorrer de todo o dia, dançarinos, músicos e artistas em geral,
com e sem deficiência, mostraram os seus trabalhos. Participaram do
evento diversas instituições, vinculadas às questões da inclusão
e da deficiência, como o Gaia-Grupo de Apoio e Incentivo à Adoção,
de Embu Artes; o Centro Educacional Armando Vidigal;
a APAE de São Paulo; e o Sindicato dos Comerciários de São Paulo,
representado pela secretaria da Diversidade/Pessoas com Deficiência.

Estiveram presentos ainda, entre muitos outras instituições públicas
e particulares, como o educador e arteterapeuta Severino Batista
da Silva, que atua no CIEJA de Campo Limpo, em São Paulo, desde 2007.
Conhecido como Billy, ele apresentou o seu Café Terapêutico,
que tem como objetivo criar um espaço de convinvência e de
produção de amizades entre pais de alunos com deficiência.
A escola especial “Amor Perfeito” e o Ciadeva Centro
de Integração e Apoio ao Deficiente Visual e Auditivo, da secretaria
municipal de Educação, de Taboão da Serra, também marcaram sua presença.

Em linhas gerais, tratou-se de uma ação social com o objetivo de
produzir espaços públicos sem discriminações de toda espécie,
onde a palavra de ordem foi o combate ao preconceito e a luta
para que todos os segmentos da sociedade tenham livre acesso
à educação, saúde, trabalho, lazer e, sobretudo, á dignidade
humana e a uma efetiva cidadania.