sexta-feira, 29 de julho de 2011

Relaxamento



Acredite se quiser !!!

Observe a foto abaixo...


Você conseguiu descobrir o que é ou o que representa a foto acima ???

ACREDITO QUE NÃO !!!

Costumo dizer que o CIEJA é um lugar de cantos, encantos , contos e encontros e, sendo assim, vai mais um conto  VERÍDICO.

Êda Luiz, nossa diretora , resolveu receber os alunos de uma forma diferente, aliás, bem diferente .

Os alunos ao chegarem no CIEJA, na entrada receberam uma fita e um bombom . 

Êda recepcionou os alunos no famoso piso azul e fez o discurso de boas vindas com muita alegria e animação ...

Esta maneira de receber os alunos foi uma breve introdução ao Projeto Laços que os professores deram continuidade na sala com a leitura dos textos :
O laço e o abraço e um pequeno trecho do Pequeno Príncipe que termina com a frase 
" Você é responsável pelo que cativa " .

Na sala, os alunos fizeram laços que foram colados na  saia de dona Êda que passou em todas as turmas dos 6 períodos .







E assim, um a um, os alunos  foram criando os laços e criando os seus laços de amizade e solidariedade .








quinta-feira, 28 de julho de 2011

Vale a pena " Ler de novo " .

Escolas mostram como lidam com a questão da violênciaPDFImprimirE-mail
Seg, 08 de Junho de 2009 15:57
Alexandre Saconi e Talita Mochiute- Portal Parendiz
Manter as portas da escola sempre abertas para a comunidade. Discutir os problemas coletivamente em assembleias, utilizando princípios da gestão democrática. Esses são alguns procedimentos que contribuem para evitar casos de violência no Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (Cieja) Campo Limpo, localizado na zona sul da cidade de São Paulo (SP).

Segundo a coordenadora geral do Cieja, Eda Luiz, “cabe sempre o diálogo”. Desde 1999, Eda adota essa postura para coordenar a escola com um público bastante diferenciado. São mais de 1 mil alunos, incluindo pessoas com deficiência, idosos e jovens em situação de Liberdade Assistida – medida socioeducativa destinada a jovens em conflito com a lei.

“Nossa preocupação é com o lado do conhecimento, o lado cognitivo. Do que nos vale saber o que ele já fez? Nos preocupamos em auxiliá-los em se tornarem conscientes de suas decisões”, explica Eda.

Para promover a reflexão, a escola incentiva o debate. Há grupos de discussão na entidade. Um deles trata do tema da violência. É comum os alunos relatarem episódios de abordagem policial. Quando são parados pela polícia no bairro, dizem que são do Cieja. Muitos policiais perguntam: “Lá da Dona Eda?” e prosseguem até a escola para verificarem a informação.

“Dialogamos muito com a Guarda Civil Metropolitana. Participamos sempre das reuniões de segurança com a sociedade”, afirma Eda.

A coordenadora também se esforça para transformar problemas em oportunidades educativas voltadas à comunidade. “Se o aluno pichou a escola, o convidamos para dar uma oficina de artes, sobre pichação e grafitti”, comenta Eda.

Vale a pena " Ler de novo " .


Associação Brasileira das Universidades Comunitárias

Professor deve estar preparado para mudanças
 
Diante dos problemas enfrentados pela educação no país, como notas baixas nas avaliações, salas lotadas e falta de recursos, os professores têm cada vez mais o desafio de contribuir com uma educação de qualidade. E para abarcar todas as facetas que lhe são atribuídas, o educador precisa ultrapassar as barreiras que lhes são colocadas e estar preparado, acima de tudo, para mudanças.

Para a doutora em Sociologia e pesquisadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Diversidade da Unicamp, Helena Singer, o acesso às novas tecnologias e meios de comunicação é determinante para a mudança de postura do professor. “Com a Internet, o aluno tem tudo o que quiser num ‘clique’. Como não há possibilidade de competição com essa tecnologia, o educador perde o papel de ser o único transmissor de saberes para ser orientador e mediador dessa massa de conhecimentos”, explica. “O problema é que o professor não está se orientando para essa mudança”, critica.

Já para Eda Luiz, coordenadora geral do Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos do Campo Limpo, localizado na zona Sul de São Paulo, além de estar preparado para mudanças, o professor deve ter um perfil de pesquisador. “Ele deve ser atualizar de forma permanente. A cada ano o professor recebe um público diferente, portanto um novo desafio. Por isso, tem que estudar e não se conformar somente com o saber que já possui”, pontua. “Se renovar não significa apenas fazer curso de capacitação profissional, mas sim crescer pessoalmente e reconhecer que tem muito a aprender ainda. É mostrar a cara ao invés de se esconder atrás da crise educacional instaurada”.

Perceber as necessidades do aluno, como ele aprende e se desenvolve também são fatores importantes, de acordo com ambas as especialistas. “O professor tem que se desvincular da idéia de que só ele transmite conhecimentos e se focar no aluno”, enfatiza Singer. “Reconheço que professores de escola pública, essencialmente, têm um desafio maior perante o problema da lotação das salas. Mesmo assim, não podem deixar de intervir. Tem que estar preparados para lidar com o aluno que sofre, tem problemas, alegrias, ri e chora. A condição de professor requer mudança e dinamismo. O educador não é uma máquina”.

Singer lembra que é importante que o educador tenha em vista que ele é um modelo para os alunos. “Suas atitudes, postura, conduta e valores são espelhos para os educandos”, lembra.
Luiz acredita que muitos professores já têm percebido que esse é o momento de enfrentar os desafios impostos e mudar. “Se não perceberam ainda, os resultados das avaliações educacionais farão com que percebam. Esses testes provam que é obrigatória uma tomada de decisão. Entretanto, a mudança de postura para encarar os problemas do ensino não deve partir só dos educadores. Deve ser coletiva e não isolada”, acredita. “Essa crise tem um lado positivo no sentido de por fim ao modelo educacional atual”, lembra Singer.

Singer conta que as escolas que trabalham na perspectiva da educação democrática têm conseguido dar vazão ao atual quadro. Nas escolas democráticas os alunos escolhem como e o que pretendem estudar, realizam assembléias coletivas e são responsáveis pela gestão da instituição. “A educação democrática tem crescido junto com essa crise e pode ser alternativa a ela”, defende.
Experiência

Incomodada com a realidade da escola regular, Luiz ajudou a transformar a realidade de pelo menos uma delas: o Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos do Campo Limpo. Nesse movimento, envolveu professores na tarefa de trazer a comunidade para escola e se preocupar principalmente com o aprendizado do aluno.

“Foi a união de professores que acreditam na mudança da escola que fez a diferença. A inquietação desses educadores com o sistema tradicional de ensino fez com que surgisse um novo modelo nessa escola”. Para isso, foi formado um grupo de estudos para estimular novas discussões.

A gestão participativa, na qual professores, alunos e comunidade se envolvem foi a base para que a escola fosse transformada. Tudo começou em 1.999, quando Luiz foi convidada para coordenar a educação de jovens e adultos. A comunidade foi a primeira a ser procurada. A idéia era envolvê-los nas questões que giravam em torno do aluno. “Começamos a promover assembléias dentro da escola para discutirmos problemas e propormos soluções. O aluno não é só responsabilidade do professor, mas do diretor, da merendeira, do porteiro, da faxineira e da comunidade”, acredita.

“Se jovens e adultos tem como princípio a autonomia, por que não podem decidir nada?” Foi a partir desse questionamento que os alunos começaram a participar da assembléia coletiva, de forma que pudessem definir o que queriam estudar. “Quem está no EJA já viveu esse mundo letrado e restrito. Não dá para empurrar conteúdo e repetir uma fórmula que lá atrás não deu certo”, aponta Luiz.

“Nosso projeto pode ser bom hoje, mas não servir para amanhã. Porém com a força de vontade que os professores daqui têm de transformação de si próprio e da sociedade me leva a crer que esse movimento será sempre contínuo.


Portal Aprendiz

Vale a pena " Ler de novo " .


Prof. Billy, o terapeuta da inclusão



Seg, 12 de Abril de 2010 16:13

Foto de rosto do Profº Billy sorrindo
Severino Batista da Silva, mais conhecido como Professor Billy, tem formação em Magistério, Pedagogia, Psicopedagogia, Arteterapia e Língua Portuguesa. É Professor titular de Educação Infantil e Ensino Fundamental I da Prefeitura Municipal de São Paulo, além de trabalhar no Centro Integrado de Educação para Jovens e Adultos ( CIEJA), em Campo Limpo, onde desenvolve um trabalho de Atendimento Educacional Especializado junto aos alunos com deficiência e seus familiares. Conversamos com ele para saber mellhor sobre esta iniciativa. Confira.
Portal Mara Gabrilli - Como surgiu a ideia do Café Terapêutico?
 
Profº Billy - Surgiu a partir do momento em que percebemos – Prof. Billy e Êda Luiz “Coordenadora do CIEJA Campo Limpo - que as mães dos alunos com deficiência necessitavam de um espaço onde pudessem falar, perguntar, compartilhar de experiências com outras mães e profissionais da escola, fazer novas amizades, participar do processo de inclusão de seus filhos de maneira mais ativa e eficaz. Ao mesmo tempo, terem um espaço onde pudessem num processo de terapia em grupo e familiar livrarem-se de medos, culpas, angústias e rancores que foram sendo injetadas ao longo de suas vidas na busca do melhor para seus filhos.

PMG - Por que o tema “Mães que fazem a diferença”?
Profº Billy -No 1º. Aniversário do café Terapêutico – 29.05.09 - cujo tema foi “Sou especial porque sou feliz. Ser diferente é normal. Eu sou!” tivemos como foco principal a valorização das diferenças de forma natural onde, o que importa é a capacidade de cada um e não a sua deficiência. Já neste 2º ano, achamos por bem homenagear essas mães que tanto lutaram e continuam lutando para a garantia dos direitos de seus filhos perante uma sociedade que ainda possui uma postura excludente.

PMG - Em que a terapia pode auxiliar uma pessoa com deficiência?

Profº Billy -Sua aceitação junto aos familiares e amigos, o descobrimento de suas capacidades, a valorização de suas potencialidades e principalmente a contribuição que podem dar na erradicação do preconceito por parte das pessoas que aparentemente não possuem deficiência.

PMG - É isso que você pretende alcançar com o Café Terapêutico?

Profº Billy -Dentro de uma perspectiva educacional almejo que outras pessoas possam realizar trabalhos como este para que a inclusão possa ser efetivada com o apoio das famílias e ao mesmo tempo ajudando em suas necessidades, ouvindo, orientando e buscando parcerias para a efetivação de uma sociedade inclusiva. Como satisfação pessoal pretendo que as experiências do Café Terapêutico ao longo desses dois anos possam tornar-se um livro com o título “Com açúcar ou adoçante Café Terapêutico sempre emocionante”.

PMG - Como é trabalhado este processo com as mães de filhos com deficiência?

Profº Billy -Dou a oportunidade para se expressarem em todos os sentidos: alegrias, tristezas, conquistas, derrotas... e assim, por meio de dinâmicas, leituras, músicas, danças, saraus e até mesmo passeios juntamente com seus filhos – nossas jóias preciosas -, vamos desenvolvendo o trabalho partindo de suas próprias solicitações e sugestões. Lembrando que o nosso Café é freqüentado por mães, filhos, convidados e pais que nos alegram muito com suas presenças.

PMG - Há muitas pessoas com deficiência em Campo Limpo e no Capão Redondo? Como é a acessibilidade destes bairros?

Profº Billy -Pela quantidade de alunos com deficiência que temos no CIEJA Campo Limpo posso declarar com muita tranqüilidade que o número de pessoas com deficiência nos dois bairros é consideravelmente grande. Com relação à acessibilidade, esta não foge a regra de outras regiões. Ela é inexistente e quando existe é precária. Acredito que o único local da região que possui acessibilidade esteja situado próximo as estações do metrô Capão Redondo ao longo de seu trajeto. Existem sim, guias rebaixadas, porém as condições das calçadas impossibilitam o uso das mesmas.Necessitaríamos de pisos táteis, sinalização sonora, placas indicando a presença de pessoas com deficiência pelo menos nas proximidades da escola e sinalização em braile nas paradas de ônibus.

Vale a pena " Ler de novo " .


Edição 20 - 5/2011

Entenda o seu público
Programas que obtêm maior sucesso são aqueles que se adaptam à realidade local
O Ciber Letras de Olinda, usa e-mails para incentivar a escrita
Experiências de ensino para jovens e adultos que aderem à concepção da educação continuada ao longo da vida, com formatos experimentais abertos às condições de vida dos estudantes, tornam-se casos de sucesso nessa modalidade de ensino. A teoria, que pode parecer distante, lança as bases para diversificadas situações práticas, adaptáveis às diferentes realidades regionais brasileiras.

O Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (Cieja) Campo Limpo, em São Paulo, conseguiu se estabelecer como espaço aberto à comunidade, em um bairro com alto índice de violência urbana. "Os moradores fizeram a apropriação do equipamento público. Para isso, tive de mostrar respeito a suas características, presença ativa e sensível às necessidades, atendimento na secretaria durante todo o dia. Hoje, temos sala de informática e biblioteca para uso de qualquer pessoa", afirma a diretora da instituição, Eda Luiz.

Segundo ela, o projeto diferenciado baseia-se no respeito ao sujeito, na linha da concepção de escola democrática. "Fazemos mapeamento do entorno, trazemos para a escola as demandas da comunidade. Usamos muito o legado de Paulo Freire." Para chegar a esta população, o Cieja Campo Limpo também tem parceria com ONGs que atuam na região e outros entes públicos, como o Centro de Educação Unificada (CEU) Campo Limpo.

A relação com as ONGs mostra verdadeira articulação e busca de aproximação com a comunidade. "Antes, elas condicionavam o recebimento dos benefícios à matrícula na escola ou no EJA. Conseguimos negociar e, atualmente, muitas exigem que os adolescentes passem por aqui apenas para uma conversa, como condição para participar de suas atividades", explica Eda.

A ideia é que o diálogo substitua a obrigação. "É possível fazer com que o aluno seja cativado pelo benefício que a educação vai proporcionar à sua vida. Procuramos escutá-lo e mostrar a necessidade do ensino para ele, sem aquele discurso de um futuro distante e um emprego regular, porque a realidade das pessoas que vivem na periferia não é essa. Mas o conhecimento pode ajudá-lo nas decisões simples do cotidiano, para se posicionar quanto ao consumo, à moda, à mídia", pondera a diretora.

A ampliação do atendimento a diversas esferas da vida é outro ponto abordado pelo Cieja Campo Limpo. "Temos médicos de postos de saúde próximos que vêm dar palestras sobre temas como sexualidade, pois existe a gravidez na adolescência no entorno." Oficinas de grafite e a montagem de uma rádio comunitária fazem parte da busca por estender as atividades do centro para o campo cultural. São iniciativas muito particulares, que se devem ao empenho pessoal e profissional da liderança da instituição, mas que se inserem na lógica de articulação intersetorial defendida por especialistas.

Percurso formativo
A organização dos tempos de estudos e a formatação do currículo no Cieja Campo Limpo também seguem caminhos próprios. "São seis períodos de aulas, com funcionamento nos três turnos - manhã, tarde e noite. Os grupos são formados por área de conhecimento, com aulas de 2h30 de duração", explica Eda. Outro diferencial é o período de matrícula, que na instituição dura todo o ano. "Existe evasão por mobilidade na região, por mudança de moradia", comenta. Foram estratégias para ampliar o atendimento, concebidas com o cuidado de que se enquadrassem às exigências legais.

A rede municipal de São Paulo, na qual está inserido o Cieja Campo Limpo com 1.390 alunos, oferece educação de jovens e adultos de diferentes formas: ensino fundamental no período noturno, em parcerias com entidades sociais pelo programa Movimento de Alfabetização (Mova), Ciejas e dois Centros Municipais de Capacitação Profissional (CMTC). O quanto esses modelos estão articulados é pergunta em aberto. "O que vemos é que no modelo de Cieja não faltam alunos. Mas existem públicos para vários tipos de ofertas. Por exemplo, no Cieja Butantã (outro bairro de São Paulo), em um prédio pequeno, há 800 alunos. Na mesma região, o CEU Butantã, com toda aquela infraestrutura, possui muito poucos estudantes", observa Maria Clara Di Pierro, da Faculdade de Educação da USP.

Reconhecimento do desafio
Em Olinda (PE), a Secretaria de Educação Municipal tem buscado parcerias com instituições das esferas municipal, estadual e não governamental, em programas e projetos para os públicos jovem, adulto e idoso, com ênfase na alfabetização. As ações de impacto na luta contra o analfabetismo são citadas entre as prioridades das políticas públicas desde 2001, para combater o índice de 9,9% de pessoas que não sabem ler e escrever entre sua população (dados do Censo do IBGE 2000).

Segundo Jaciara França, coordenadora da Divisão de EJA da secretaria de Olinda (PE), o programa Brasil Alfabetizado (desde 2003) e a iniciativa Brigada Paulo Freire atenderam 23 mil pessoas, ou 80% dos analfabetos. Para este ano, a meta do Brasil Alfabetizado é atingir 4 mil analfabetos. "Com essas iniciativas e a expansão de turmas, observamos que a procura por EJA, ultimamente, tem sido pelas séries finais", afirma.

Uma das iniciativas recentes alia alfabetização e inclusão digital. Jaciara conta que o programa Ciber Letras, aplicado nas escolas municipais que oferecem EJA, incentiva a leitura e escrita por meio da troca de mensagens eletrônicas entre alunos das turmas.

Iniciado em meados de 2010, o programa teve adesão suficiente para que já haja planos de expandi-lo em 2011. "Observamos regularidade no uso do laboratório de informática no turno da noite, mudança na prática dos docentes no que se refere ao uso dos computadores e na comunicação on-line e o desenvolvimento da escrita e da leitura em situações reais de uso", relata Jaciara. Estímulo à aprendizagem colaborativa e estudantes interessados no domínio da tecnologia e com motivação para ir à escola também estão entre os ganhos.

Os resultados para valer, em sua opinião, serão mostrados pelo Censo 2010 (ainda não publicado), mas ela reconhece o movimento contínuo em EJA. "Diante do cenário nacional apresentado na última Pnad, acreditamos que o desafio permanece, considerando inclusive que, além da demanda residual aferida em 2000, há muitos estudantes que estão no sistema regular, completaram 15 anos e ainda não se alfabetizaram."

O próximo passo
A integração de EJA com o mundo do trabalho persiste como desafio. Mesmo experiências de sucesso como a do Cieja Campo Limpo de São Paulo encontram limites para suas ações, ainda que sejam pensadas em termos da oferta de um itinerário formativo para alunos e docentes.

Para Maria Clara Di Pierro, da Feusp, a EJA profissionalizante depende de estruturas sólidas e custosas, como oficinas, equipamentos e professores, iguais às das escolas técnicas. O Proeja, que visa fazer a ponte entre as duas modalidades de ensino, tem curto alcance, com pouco mais de 20 mil matrículas em 2009, segundo o Censo Escolar. "Há experiências de programas contextualizados para grupos socioculturais específicos, como quilombolas, indígenas e pescadores, que podem ser computados como avanços", pontua Maria Clara. (LS)

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Professora desde criança, quando seus irmãos e primos eram os alunos e a profissão apenas uma brincadeira, Êda Luiz é a atual coordenadora pedagógica do Centro de Integração de Jovens e Adultos (Cieja) do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo (SP). Aos 63 anos ela é protagonista de uma história de dedicação à educação.

Uma profissional de múltiplas facetas. Quando em sala de aula, não se limitou em ser apenas a professora: foi amiga, mãe, conselheira e mediadora de conflitos, como ela se define. Atual coordenadora pedagógica atua também como articuladora, comunicadora e psicóloga. Além disso, afirma que trabalha todos os dias para fazer com que a instituição não seja somente um espaço onde os alunos aprendem o currículo escolar.

Ela começou a lecionar, aos 15 anos, como professora substituta, quando ainda cursava o antigo magistério, necessário para lecionar na educação infantil e nos primeiros anos do ensino fundamental.
Formou-se em 1965. Foi professora na escola rural em Cotia (SP) e trabalhou três anos no Educandário D. Duarte, em São Paulo. Em 1970 foi educadora na antiga Fundação Estadual do Bem Estar do Menor (Febem). Efetivou-se na escola Monsenhor Baptista, onde trabalhou com educação infantil. Optou por não construir carreira em nenhuma escola, porque “o que realmente interessava era trabalhar com diferentes realidades”.

Em 1983, começou a trabalhar com Educação de Jovens e Adultos (EJA), na Escola Pracinhas da FEB. Nesse período conheceu o educador Paulo Freire em um curso na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Esse contato abriu minha visão para as necessidades da educação”, declara. “Tornou-se necessário para mim construir uma educação que dialogasse com a realidade das pessoas”.

Foi orientadora pedagógica por quatro anos no Centro de Estudos Municipais de Ensino Supletivo (Cemes), onde os alunos, jovens e adultos, cumpriam o currículo escolar com rotina mais flexível do que no ensino regular. Foi ai que percebeu que “os estudantes tinham diferentes demandas e que era preciso construir uma escola que fosse flexível a elas”, esclarece.

Em 2002, a prefeitura de São Paulo extinguiu os antigos Cemes, transformando-os em Ciejas. Êda, então, assumiu o cargo de coordenadora pedagógica da unidade do Campo Limpo.
O Cieja surgiu com a proposta de atender alunos excluídos da educação: Estudantes que haviam sido expulsos de outras escolas, alunos que simplesmente não encontravam vagas, pessoas com deficiência sem escolas adaptadas, meninos e meninas que cumpriam medidas socioeducativas e dependentes químicos encontravam um lugar onde seriam bem-vindos.

Êda defende que a escola seja aberta para todos e alerta “quanto mais fechada, mais os problemas ficam presos dentro dela”. Como em um apelo ela afirma, “depois da família, somente a escola pode acompanhar o desenvolvimento das pessoas. Se a família não tem condições de fazê-lo e a escola fechar suas portas, elas estarão abandonadas”.

A coordenadora conta que faz questão de estar presente durante todo o expediente: chegas às 7h30 e sai às 22h. Durante todo o período acontecem as aulas modulares, que trabalham as áreas de ciências humanas, ciências da natureza, ciências sociais e códigos e linguagens.
Êda é responsável por tentar desenvolver um modelo de escola democrática: um espaço educativo aberto à comunidade, onde “o acesso é livre, não há trancas e nem indisciplina, pois as pessoas são respeitadas”, conta.

A eterna educadora sempre esteve aberta para novas demandas. Ela conta que, no início, o Cieja era apenas um espaço voltado para a educação de jovens e adultos. Com o tempo foram procurados por pessoas com deficiência auditiva e visual e com eles veio a necessidade de aprender Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) e o sistema de leitura com o tato, o Braile.

Ronildo é um estudante com deficiência visual que já se formou pelo Cieja, mas preferiu ficar na escola por mais um ano. O estudante declara, “aqui somos como uma grande família, estamos sempre prontos para ajudar um ao outro”.

Êda concorda: “para trabalhar com educação é preciso ensinar e aprender o tempo todo”. Ela se formou em pedagogia aos 48 anos, aos 60 fez especialização em Educação de Jovens e Adultos. Ao perceber que seus alunos precisavam de uma orientação para práticas econômicas, se inscreveu na especialização em economia solidária voltada para EJA, que ainda cursa.

Ao comparar o Cieja com outras escolas, Êda avalia que estas “não acreditam que seja possível fazer uma educação diferente”. E afirma que “esse é o meu maior desafio, fazer com que as pessoas acreditem em outras possibilidades”.
 

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ÉPOCA
Edição: n. 640 (23/08/2010)


Artigo de Capa : Conheça as 100 Melhores Empresas para Trabalhar. O Google Brasil foi o vencedor.


Educação : O método vencedor da educadora Eda Luiz


“Ensino de Gente Grande”, as boas ideias que fazem a diferença!

Ensino de gente grande
Sob o comando da pedagoga Êda Luiz, um modelo de educação de jovens adultos da periferia de São Paulo vira
coleção de livros didáticos .





Camila Guimarães


Rogério Cassimiro
DISPOSIÇÃO    

 
A educadora Eda Luiz em uma das salas de aula do centro do Campo Limpo: ela montou um método baseado na história de vida dos alunos .
Eda Luiz, de 62 anos, é diretora de uma escola diferente.

Se não fosse por uma placa meio apagada, não daria para saber que a casa de grades marrons, varanda e janelas de madeira, muito parecida com as outras da rua residencial na periferia de São Paulo, abriga 1.500 alunos. O portão destravado leva a um corredor lateral íngreme, que depois de alguns metros se abre em um pequeno pátio com um bem cuidado jardim.
O pátio, com paredes desenhadas e chão pintado de azul, não é usado para o recreio, mas em assembleias nas quais alunos, funcionários e professores tomam decisões sobre regras da escola. Apesar de ser do ensino fundamental, não se veem crianças correndo ou comendo merenda. Os alunos são adultos. Assim é a escola da dona Eda, que construiu um jeito diferente de ensinar – e que em dez anos tornou o Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos do Campo Limpo num modelo eficiente de aprendizado e gestão.
Dona Eda faz parte do clássico grupo de professores que escolhem a profissão por vocação.
“Não me lembro de pensar em fazer outra coisa a não ser dar aulas”, diz. Aos 14 anos, já dava aulas de reforço para colegas da escola. Filha de imigrantes italianos, nascida e criada no bairro paulistano do Itaim Bibi, Eda foi “dona” de duas “escolas” quando era criança. Uma era a mesa de madeira que seu pai, marceneiro, fez para ela. Era onde recebia alunos imaginários. Depois, uma casa de madeira em cima de um pé de abacate no quintal de casa. “Eu só deixava entrar quem quisesse estudar”, diz. Pisou numa sala para dar aulas de verdade aos 16 anos, quando estava se formando no magistério, em 1966.

Sempre teve dois empregos para ganhar um pouco mais. Aposentou-se na rede pública em 1998.
Acabam aí os clichês que permeiam sua carreira docente. Meses depois da aposentadoria, não aguentou os serviços de babá dos netos e voltou a trabalhar. Nesses 46 anos, dona Eda desenvolveu uma sadia intolerância aos lugares comuns da educação. Para entender o trabalho da educadora, é preciso primeiro saber como funcionam esses centros. Existem outros 13 em São Paulo, que atendem exclusivamente jovens e adultos. Vem dos alunos sua principal característica: a diversidade.

No Campo Limpo, pouco mais da metade são jovens que não se adequaram às novas regras de idade do ensino fundamental ou que vieram da Fundação Casa (antiga Febem) e estão ali obrigados. Além deles, adultos de todas as categorias: tem a dona de casa, como Marilena de Aquiles, de 46 anos, que parou de estudar na 6ª série para trabalhar. Ou Carlos Arruda, de 46, impressor de rotogravura, que voltou a estudar porque a empresa onde trabalhava passou a exigir o estudo. E mais 250 alunos portadores de necessidades especiais. Todos moradores de áreas pobres e invariavelmente violentas da região.

Dona Eda conhece essas histórias de cor. “De cada um, não da média”, diz. Esse é o principal chavão que a pedagoga faz questão de desmontar. Ele tem origem nos teóricos da educação de adultos que dizem que é preciso “respeitar a bagagem do aluno”. “O que me interessa é como fazer isso no chão da sala de aula”, diz ela. “Quando eu digo que aqui aluno é o centro do ensino, é porque ele é mesmo.” E mostra a prova: os cadernos usados por professores nos últimos dez anos. São diários de classe com registros de tudo o que acontece durante as aulas. A partir desses relatos, são planejadas as aulas futuras.

Um exemplo simples: em uma aula de herança genética, uma aluna de descendência japonesa contou a história de como, ao longo de gerações, sua família se misturou com outras raças. Também fez um diagrama mostrando os parentescos. O desenho ilustra outras aulas sobre o mesmo assunto.
Os diários com as impressões dos alunos viraram objeto de desejo de uma editora especializada em livros didáticos. Dona Eda e sua equipe foram convidadas a transformá-los em livros didáticos, que já estão sendo usados por sete redes municipais, na Bahia, em Minas Gerais e em São Paulo. Até o fechamento desta reportagem, estavam no páreo da primeira licitação de livros para jovens e adultos do Ministério da Educação. “Além da consistência do conteúdo, nos chamou a atenção a eficácia em sua aplicação”, diz Rosimara Vianna, editora. O diagrama da família japonesa ilustra a página 99 do volume 3.

Dona Eda não é personalista. Essa eficiência é resultado de valores pedagógicos que são compartilhados por sua equipe de professores. Dos 36 mestres, 20 estão com ela há dez anos. A seleção é feita com rigor – e foge do lugar-comum dos concursos públicos: ela exige a apresentação de uma aula e há entrevistas com ela e com a coordenadora da escola. Os bons resultados também estão relacionados com a forma como as aulas estão organizadas. Elas duram duas horas e meia (e não os 45 minutos tradicionais) e são conduzidas por dois professores. O de matemática entra em classe para ensinar geometria junto com o de artes.

“Nós somos desafiados o tempo inteiro, não dá para ficar acomodado”, diz Celia Santos, professora de história e geografia.

Talvez o único chavão que dona Eda não tenha conseguido eliminar seja o da descrença no aprendizado de adultos.

 “É difícil fazer as pessoas acreditar que é possível fazer diferente.”
 
 
 

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Gestão escolar voltada para a comunidade amplia aprendizagem

Desirèe Luíse
Com uma gestão baseada na articulação entre escola e comunidade, o Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (Cieja) do Campo Limpo, localizado na zona sul de São Paulo (SP), tem ampliado a aprendizagem dos alunos. Segundo a coordenadora do centro, Eda Luiz, ousar para promover um ensino diferenciado, baseado na educação integral, depende do olhar do gestor da escola.

Existem 13 Ciejas na capital paulista. A estrutura, aprovada em maio de 2008 pelo Conselho Nacional de Educação, é semelhante em todos como, por exemplo, o tempo das aulas e os espaços adaptados. O que diferencia é a metodologia pedagógica, há autonomia para cada Cieja construir seu currículo escolar.

“Não podemos reproduzir a escola regular, o aluno que vai para EJA já vem de um espaço com um método ao qual ele não se adaptou, ficando excluído. Então, temos que fazer diferente. Essa ousadia depende mesmo de quem está no comando, dos gestores”, afirma Eda.

Desde 1999, o Cieja Campo Limpo optou por fazer a formação de seus educadores e trabalhar com uma metodologia pedagógica voltada para o sujeito. “Ajuda o aluno a enxergar o seu valor. Ele chega muito receoso, mas depois percebe o acolhimento, que pode colocar o que pensa”, explica a coordenadora. Para ela, o pertencimento faz com que os estudantes acreditem que podem melhorar.

Êda diz que para uma gestão diferenciada é necessário ligar escola e comunidade. Para isso, primeiro é preciso entender o papel da instituição de ensino. Depois, ter a concepção de que é necessário atender a comunidade na qual a escola está. “No nosso caso, a comunidade precisava se apropriar do espaço. Até pouco tempo, Capão Redondo era um bairro muito violento e isto tem mudado com a intervenção que temos feito junto à comunidade”, acredita.

As aulas e a comunidade

No Cieja Campo Limpo, não há divisão por séries, mas sim organização modular. Quando chegam à escola, os alunos são avaliados e direcionados para os módulos: alfabetização, pós-alfabetização, intermediário ou final. Quando eles terminam o ciclo, recebem o diploma de conclusão do ensino fundamental.

Quase 1,5 mil alunos – dentre eles, 252 deficientes – estudam duas horas e meia, de segunda a quinta-feira. Na sexta, ocorrem oficinas com temas diversificados como o de economia solidária ou o Café Terapêutico, que faz atendimento aos pais das pessoas com necessidades especiais.    

( Trechos da entrevista no Portal Aprendiz  em 24.09.10 )

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terça-feira, 26 de julho de 2011

Instituto Paradigma




A equipe do Instituto Paradigma , aqui representada pela Cristiane - Assistente Social, realizaram entrevista com Êda Luiz e Professor Billy, para finalização do vídeo que  está sendo criado referente a parceria do IP junto ao CIEJA .

O IP , em sua parceria com o CIEJA propiciou para um grupo de alunos o curso de empreendedorismo ,  a realização do fórum de habitação e de acessibilidade .

Por meio desta parceria, o professor Billy pôde levar para funcionários da educação de Sorocaba, as experiências do Projeto Café Terapêutico do CIEJA Campo Limpo com o tema : " Incluindo Famílias - Café Terapêutico um estudo de caso ."

Entendendo a adolescência


Precisamos conhecer melhor o público jovem para assim poder oferecer-lhes uma educação que seja capaz de propiciar transformações .

O grupo de professores, quando consultados sobre temas relevantes para discussões em nossos momentos de formação, foram unânimes em elencar a adolescência .

 

Planejamento coletivo .

Professores do CIEJA discutem sobre tema que norteará as atividades do segundo semestre de 2011 .






  

Visita de parceiros .

Êda Luiz recebeu a visita de Educadores Comunitários do Aprendiz e Parceiros da Educação .

É sempre bom poder compartilhar experiências com  pessoas comprometidas com a educação .

Parceiros da Educação

Criada em 2006, a Parceiros da Educação é uma Associação sem fins lucrativos, certificada como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), que promove e monitora parcerias entre empresas/empresários e escolas da rede pública.

A Parceiros da Educação leva à educação pública a experiência e determinação dos empresários para complementar o contínuo desenvolvimento da educação pública brasileira em direção a eficiência e orientação por resultado, formando cidadãos mais qualificados para os desafios do nosso tempo e do futuro.

A Parceria potencializa os investimentos públicos nas Escolas, tornando-as mais capazes e produtivas, com um objetivo central: melhorar o aproveitamento escolar dos alunos.


Bairro Escola Aprendiz

O Bairro-Escola propõe uma integração das várias famílias e demais organizações educativas de um território, estabelecendo relações de confiança e apoio recíproco. Trata-se de um esforço em transformar o território em uma comunidade de aprendizagem onde todos participam, podem aprender e ensinar. Compreende-se assim que a educação não é tarefa única da escola, mas responsabilidade conjunta de todos, e que também ela não é restrita às fases da infância e juventude, mas um processo formativo e de aprendizagem que acompanha o sujeito ao longo de toda sua vida.

A construção de redes educativas territoriais cria condições adequadas para a prática da educação integral, uma educação que não se limita ao espaço escolar e possui uma visão integradora e sistêmica do processo de formação e transformação dos sujeitos. Por isso, os arranjos educativos locais não são simplesmente a soma de ações isoladas, mas o resultado de um plano pedagógico integrado do bairro. A articulação orientada de diferentes atores, recursos e espaços educativos situados num mesmo território permite não só o estabelecimento de alianças e canais de comunicação entre as diversas esferas de vida do sujeito, mas possibilita, principalmente, um aumento e uma diversificação significativa das ofertas educativas disponíveis.

O Bairro-Escola não é um modelo fechado, localista e desvinculado de políticas públicas nacionais, mas uma proposta de política educativa cuja realização depende fundamentalmente das condições econômicas, políticas, culturais e territoriais de cada lugar. É da trama tecida pelas especificidades locais com as políticas públicas que se dá o bairro-escola.

Assim, as redes sócio-educativas, bem como as experiências de educação integral que elas propiciam, podem ser altamente diferenciadas, pois variam de acordo com a dinâmica e a realidade particular de cada contexto.
    

Um outro mundo é possível !


Cada início de período letivo CIEJA  é uma oportunidade que temos de rever nossas posturas e redirecionar nossas ações .
Digo isto a partir dos relatos que ouvi de nossa amiga e diretora Êda Luiz que contou ao grupo de professores como foi o final de semana que passou, com um grupo de 15 adolescentes e educadores do Instituto Rucka, nas cidade do Rio de Janeiro.
Contou-nos sobre as comunidades que visitou, as diferenças existentes entre elas e, o mais importante de tudo, foi saber que em todos os lugares/comunidades visitados, sempre encontrou alguém que acreditou que um outro mundo é possível e que decidiu FAZER A DIFERENÇA  .
Acredito que o trabalho que fazemos no CIEJA faz a diferença para muitas pessoas e principalmente para nós, professores e educadores  .

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Educação e valores .

O texto abaixo é o editorial da revista  LD - Linha Direta ( Inovação, educação e gestão )
Edição 159 - Ano 14 - Junho de 2011 
Autoria de : Marcelo Chucre da Costa -  Presidente da LD



O mundo passa por mudanças significativas,e a Educação tem buscado, continuamente, se posicionar e se adaptar diante dos novos cenários . Mas nem sempre é fácil sair do lugar comum para tentar novos desafios. Processos de mudança implicam, muitas vezes,  a construção de novos conhecimentos
e o desenvolvimento de novas competências, habilidades e atitudes. E as escolas precisam, cada vez mais , repensar a importância  do seu papel social, sua forma de atuação, a capacitação dos seus professores e sua responsabilidade para a formação integral dos alunos .

O trabalho por uma educação transformadora , reflexiva, inclusiva, ecocidadã e comprometida com a cultura da solidariedade se torna cada dia mais importante . Muitas escolas estão conseguindo, em parceria com as famílias, levar adiante seus sonhos de uma educação plena, uma educação capaz de transformar o mundo  .